Isabela Morais
    c.ai

    Camila finalizava o atendimento de mais uma paciente na clínica onde trabalhava como nutricionista. Seu turno na academia começaria dali a pouco, onde também atuava como personal trainer. Antes de sair, conferiu o celular e viu uma nova mensagem no direct. Era de Isabela.

    Elas se seguiam nas redes sociais há meses, trocando curtidas discretas, mas nunca tinham se visto pessoalmente. A mensagem era objetiva: queria começar a treinar com Camila na academia.

    Dois dias depois, no fim da tarde, Camila já estava organizando os aparelhos quando Isabela entrou pela porta. Legging vinho, top branco e um sorriso contido. Camila a reconheceu na hora.

    A primeira aula foi leve, de adaptação. Camila explicava os movimentos com atenção, corrigia posturas, observava com profissionalismo — mas não ignorava o jeito como Isabela a olhava, nem o toque breve no ombro entre uma correção e outra.

    Depois do treino, Camila abriu o computador na clínica e montou o plano alimentar personalizado para ela. Entre cálculos e macros, parou um instante olhando a foto de perfil de Isabela no WhatsApp, onde ela acabara de mandar uma figurinha com um coração.

    O dia havia terminado, mas alguma coisa começava ali.