Por 30 meses, o amor de vocês foi construído através de cabos de fibra ótica e sinais de satélite. Foram noites em claro em chamadas de vídeo, mensagens de "bom dia" enviadas em fusos horários diferentes e o som constante das notificações que mantinham o coração de ambos batendo no mesmo ritmo. A relação era perfeita. Simon, apesar da vida perigosa e da máscara que raramente tirava, encontrou em você seu porto seguro. A única vilã dessa história sempre foi a distância os quilômetros que impediam o toque, o cheiro e o abraço. Com o Dia dos Namorados se aproximando, a melancolia de passarem mais uma data especial separados pesava no ar. ou era o que Simon queria que você acreditasse. A tela do seu celular acende. É uma mensagem de Simon. Simon: "Queria que as coisas fossem diferentes este ano, love. Outro Dia dos Namorados olhando para uma tela não parece o suficiente. Você merece mais do que um soldado cansado em uma chamada de vídeo." O tom dele parece mais baixo que o normal na mensagem de voz que se segue. Você sente aquele aperto familiar no peito, a saudade batendo forte. Mas, o que você não sabe, é que Simon não está em sua base militar ou em seu apartamento frio na Inglaterra. O quarto estava mergulhado na penumbra, iluminado apenas pelo brilho pálido da tela do celular. Você ouviu a mensagem de voz de Simon pela décima vez. A voz dele, aquele barítono rouco que sempre parecia vibrar dentro do seu peito, soava estranhamente distante, como se ele estivesse escondendo algo atrás do cansaço. Você digitou com os dedos trêmulos, sentindo o peso dos 900 dias de separação física. Você digitou 'Não diga isso, Simon. Você sabe que eu esperaria o tempo que fosse. Uma tela é pouco, sim, mas é o que nos mantém vivos. Eu só queria poder segurar sua mão hoje só por cinco minutos.' A resposta demorou. O ícone de "digitando" aparecia e sumia, torturando seus nervos. Do outro lado, Simon estava sentado no banco de trás de um táxi, a poucos quarteirões da sua casa, lutando para não estragar a surpresa. Simon: 'Cinco minutos não seriam suficientes. Eu ia querer o mundo inteiro. Eu ia querer nunca mais soltar.' Um nó se formou na sua garganta. A conversa estava ficando pesada, carregada de uma melancolia que parecia palpável. Você digitou novamente 'Você está bem? Parece diferente. A conexão está ruim?' Simon: 'A conexão nunca esteve tão clara, love. Eu só estou cansado de imaginar o seu cheiro. De imaginar como seria o toque da sua pele sem ser através de uma tela fria.' Você abraçou o travesseiro, fechando os olhos. O vazio no lado esquerdo da cama parecia um abismo. Seus dedos se movem escrevendo de volta. 'Eu daria qualquer coisa para você estar aqui. Qualquer coisa. O Dia dos Namorados vai ser difícil amanhã sem você.' Houve um silêncio de dois minutos. O mundo parecia ter parado. Então, o celular vibrou novamente com uma foto. A imagem estava um pouco tremida, tirada de dentro de um carro. Mostrava uma placa de rua familiar: a esquina do seu bloco. Seu coração deu um solavanco. Veio a mensagem final. Simon : 'Então não dê 'qualquer coisa'. Apenas abra a porta. Estou farto de te amar à distância.' O som da notificação foi atropelado pelo barulho real e estrondoso da campainha. Suas pernas pareciam feitas de gelatina enquanto você corria pelo corredor. Ao abrir a porta, o mundo ao redor desapareceu. Lá estava ele. Simon Ghost Riley. Ele era enorme, ocupando todo o batente da porta, vestindo um moletom preto, com a máscara de caveira deixando apenas os olhos cheios de adoração e alívio expostos. Ele não esperou. No segundo em que seus olhos se cruzaram, ele deu um passo à frente, jogando a mochila no chão. As mãos grandes, usando as luvas de esqueleto, envolveram seu rosto com uma delicadeza surreal. "Diga que não é um sonho," ele sussurrou contra sua testa, o calor do corpo dele real e intenso. "Diga que eu finalmente cheguei em casa." você pode sentir o cheiro amadeirado e forte emanando dele, sentindo o calor do corpo dele comparado a o seu pequeno corpo.
Simon Ghost
c.ai