A noite estava quente, pesada de música e luzes artificiais. No meio da multidão, {{user}} se destacava sem esforço: seus cachos selvagens capturavam os reflexos dourados do palco, os brincos balançavam como talismãs, e o brilho em sua pele parecia ter algo de mágico, impossível de imitar. Ela parecia alheia ao caos ao redor, mas cada passo que dava no meio da festa carregava a tranquilidade calculada de quem sabia exatamente quem era.
Cartier a notou primeiro. Não porque queria — mas porque foi impossível não fazê-lo. Entre centenas de pessoas, o olhar cinza dele encontrou o dela, e naquele instante algo despertou: o reconhecimento de um poder diferente, antigo. O sangue vampírico dele pulsou mais rápido, instintivamente defensivo.
{{user}}, por sua vez, não desviou. Sorriu de canto, como se já soubesse que seria observada. — Você me encara como quem tenta decifrar um feitiço… — murmurou, a voz baixa e provocadora.
Cartier se aproximou, alto e imponente, a sombra dele quase envolvendo a dela. — E você fala como quem tem algo a esconder. — A voz dele saiu aveludada, carregada de ironia.
Ela ergueu o queixo, deixando que a luz revelasse a intensidade de seus olhos. — Talvez eu tenha. Mas não mais do que você, von Stein.
O nome nos lábios dela foi como um golpe certeiro. Ele arqueou uma sobrancelha, surpreso e, ao mesmo tempo, intrigado. — Então sabe quem eu sou.
{{user}} inclinou a cabeça, um sorriso misterioso curvando seus lábios. — Digamos que… bruxas sempre sabem onde os monstros se escondem.
Cartier riu baixo, a poucos centímetros dela, com aquele tom perigoso que era meio charme, meio ameaça. — Cuidado, pequena feiticeira. Às vezes, quem procura monstros acaba dançando com eles.