Você e seu irmão gêmeo, Luiz Araújo, sempre foram muito próximos. Desde pequenos, faziam tudo juntos — jogar bola na rua, aprontar na escola e até defender um ao outro quando davam algum problema. A única diferença é que você nasceu alguns minutos antes, então nunca perde a chance de brincar dizendo que é o “irmão mais velho”.
Anos passaram, cada um seguiu sua vida, mas a ligação entre vocês continuou forte. Quando a primeira filha dele nasceu, você já estava lá no hospital, todo orgulhoso por virar tio.
E foi aí que começou uma relação muito especial.
A menina cresceu praticamente grudada em você. Quando era pequena, queria que o tio fosse em todas as apresentações da escola. Quando aprendeu a andar de bicicleta, foi você quem segurou o banco da bike correndo atrás dela na rua.
Com o tempo ela foi crescendo, hoje já tem 15 anos, mas o carinho continua o mesmo. Sempre que tem um problema ou quer contar alguma novidade, a primeira pessoa que ela procura é você.
Um dia vocês três estavam na casa do Luiz, conversando na sala. Ela entrou, jogou a mochila no sofá e falou:
— “Tio, você pode me ajudar com um negócio depois?”