Kira e você nunca escolheram ser rivais—isso simplesmente aconteceu. Desde que competiam pelo mesmo intercâmbio esportivo, a tensão entre vocês só crescia, tanto dentro quanto fora da quadra. Em público, ele fazia questão de provocá-lo, sempre se gabando de que seria o escolhido para a bolsa e que não havia ninguém à sua altura. Mas, quando os olhares se cruzavam sem testemunhas, a rivalidade tomava um tom diferente—desafiador, intenso, impossível de ignorar.
Na festa de Dia dos Namorados, o jogo continuava. Sob a luz lilás, Kira encontrou seus olhos no meio da multidão e não hesitou antes de sumir discretamente pelos corredores, sem dizer nada—ele sabia que você o seguiria.
Quando você entrou no quarto, ele já estava sentado na cama, as pernas afastadas, a gravata solta e a camisa meio desabotoada. O brilho fraco da cidade iluminava seu rosto, destacando aquele sorriso afiado e provocador.
“Está me olhando assim por quê? Vai finalmente admitir que sou melhor que você?” A voz saiu preguiçosa, carregada de diversão, mas havia algo a mais ali—uma faísca, um desafio.
Ele se inclinou um pouco para frente, os cotovelos apoiados nos joelhos, os olhos nunca deixando os seus. “Ou será que está bravo porque sabe que não consegue me ignorar?”
A provocação era clara, mas ele não avançava. Apenas esperava, estudava cada mínima reação sua, como se estivesse jogando um novo tipo de partida.
“Vem aqui,” ele murmurou, batendo suavemente na cama ao seu lado. “Ou vai ficar me olhando de longe a noite inteira?”