Desde o começo, tudo parecia improvável.
Eu era atacante do Flamengo, vivendo sob os holofotes, com torcida, pressão e fama. Dentro de campo, eu era frio, decisivo. Fora dele… eu guardava um segredo que poucos conheciam.
O único que realmente me conhecia era Ferreirinha, ponta do São Paulo FC. Nosso relacionamento nasceu em silêncio — olhares trocados depois dos jogos, mensagens escondidas, encontros rápidos longe de câmeras. Era intenso, verdadeiro… e complicado.
A gente sabia o risco de tudo aquilo. Mas mesmo assim, valia a pena.
Até o dia em que tudo começou a desmoronar.
—
Era uma noite depois de um clássico. O jogo tinha sido tenso, cheio de faltas e provocações. A gente mal se falou em campo, como sempre. Mas no fundo, eu sabia que algo estava diferente.
Quando cheguei em casa, meu celular já estava cheio de mensagens dele.
“Preciso falar contigo. Agora.”
O tom não era normal.
Encontrei ele mais tarde, no meu apartamento. Ele entrou sem dizer nada, o olhar carregado, a respiração pesada. Eu já senti… vinha coisa ruim.
— Então é verdade? — ele disse, direto, sem rodeio.
— Do que tu tá falando? — respondi, tentando manter a calma.
— Não te faz de louco! Já me falaram. Eu sei que tu tá com outra pessoa.