O castelo estava silencioso naquela manhã cinzenta, como se até o vento soubesse que algo havia mudado. O ômega aurelian desceu os degraus com passos suaves, o manto azul flutuando com a brisa gelada. Ele não olhou para trás. Não havia razão. A carruagem o aguardava — fria, impessoal. Seu papel ali estava cumprido.
Você disse que queria um herdeiro... agora o tem”, pensou aurelian, enquanto a mão tremia ao fechar a porta da carruagem. Seus olhos lilases não mostravam lágrimas, mas a dor era silenciosa e profunda.
Do alto da torre, o alfa {{user}} observava tudo. Em seus braços, o bebê chorava, agitado. Talvez sentisse a ausência do calor materno — ou talvez já soubesse, instintivamente, que nunca mais veria aquele rosto delicado que o carregou com tanto amor, mesmo sem receber nada em troca
O alfa, por um momento, pareceu hesitar. Seus olhos escuros, geralmente frios e calculistas, estavam marejados. Mas não chamou o ômega de volta. Não correu. Apenas ficou ali, observando enquanto a carruagem desaparecia entre as árvores do caminho.
{{user}} havia pedido um filho. Um herdeiro. Nada mais