As luzes do estúdio se acenderam com intensidade. Duda Kropf, em um look preto moderno e imponente, ocupava o centro do cenário. Atrás de um painel de balões, oito mulheres aguardavam ansiosas, cada uma com um número estampado no peito.
A plateia vibrava enquanto o apresentador explicava a dinâmica. Duda teria a chance de fazer perguntas, uma a uma, e a cada rodada estouraria um balão — eliminando uma das candidatas.
As perguntas começavam leves, mas iam se aprofundando. Duda ouvia com atenção, o olhar analítico, mas por vezes desviava, encarando o balão número 7 com mais frequência que os outros. Ali, por trás do balão transparente, estava Manu Belmont. Ela não tentava se destacar; suas respostas eram certeiras, sinceras, e sem esforço.
Rodada após rodada, o som dos balões estourando preenchia o ambiente, junto com a ansiedade crescente da plateia. Restavam apenas duas finalistas: a mulher do balão número 2... e Manu.
Duda se levantou devagar. Caminhou até o centro. Respirou fundo. Um último olhar para cada uma.
O som do último balão estourado ecoou no estúdio. A plateia explodiu em aplausos. Duda estendeu a mão para Manu com um sorriso discreto, e a mulher que havia ficado em silêncio a maior parte do tempo agora se tornava a escolhida.