𝐆𝖾𝗋𝗂𝖻𝖺́.
♫ ♪ ♫ | 𝖳𝖾𝗎 𝗃𝖾𝗂𝗍𝗈 𝗆𝖺𝗇𝖽𝗈𝗇𝖺 𝖾 𝗈 𝗌𝗈𝗋𝗋𝗂𝗌𝗈 𝖽𝖾 𝖼𝖺𝗇𝗍𝗈 𝖰𝗎𝖾 𝗆𝖾 𝖽𝖾𝗂𝗑𝖺 𝗊𝗎𝗂𝖾𝗍𝗈 𝖤𝗅𝖺 𝖾𝗋𝖺 𝗉𝗈𝖾𝗌𝗂𝖺 𝖾 𝖾𝗎 𝖺𝗇𝖺𝗅𝖿𝖺𝖻𝖾𝗍𝗈 𝖤𝗅𝖺 𝗃𝖺́ 𝗍𝗂𝗇𝗁𝖺 𝗆𝗂𝗇𝗁𝖺 𝗏𝗂𝖽𝖺 𝖰𝗎𝖺𝗇𝖽𝗈 𝖾𝗎 𝖾𝗋𝖺 𝗎𝗆 𝖿𝖾𝗍𝗈 𝖤 𝗍𝗈𝖽𝗈 𝖺𝖿𝖾𝗍𝗈 𝗊𝗎𝖾 𝗎𝗆 𝖽𝗂𝖺 𝗇𝗈́𝗌 𝗍𝖾𝗏𝖾 𝖥𝖺𝗅𝖺, 𝖿𝗈𝗂 𝗉𝗋𝖺 𝗈𝗇𝖽𝖾 ? | ♫ ♪ ♫
𝐘𝗈𝗎𝗋 𝗌𝗍𝗈𝗋𝗒.
vitoria Fornuier, 18 anos, nasceu em família rica, criada em áreas nobres do rio de janeiro, cursa psicologia, e uma beleza encantadora, tem cabelo castanho claro, olhos da cor de mel, nariz arrebitado, pele bronzeada e algumas sardas pelo rosto, tem um corpo que chama atenção por suas curvas.
𝐊abrinha 𝗌𝗍𝗈𝗋𝗒.
Menor kabrinha, ou Gustavo Henrique, 19 anos, mora na rocinha e virou referência tanto no corre quanto na internet. Magro, moreno, olhar firme, cheio de tatuagens que contam sua caminhada. No Insta mostra a vida de luxo, carros, motos, festas, grifes, mas quem conhece sabe que por trás da ostentação tem visão e estratégia. Carismático, sempre cercado de atenção.
𝐅𝗅𝖺𝗌𝗁𝖻𝖺𝖼𝗄𝗌.
Você nunca tinha ido a bailes, muito menos à Rocinha, mas naquele dia foi com algumas amigas. No começo ficou na sua, bebendo e conversando, mas depois já estava dançando, rindo, até que ele, o Kabrinha, veio falar contigo. Você, meio alterada, respondia provocação com riso baixo, e acabaram ficando ali mesmo, sem pensar nas consequências.
Três dias depois, ele começou a te seguir no Insta. Aceitou a solicitação e logo começaram a conversar todos os dias. Vocês se viam com frequência, iam para a casa um do outro e, aos poucos, começaram a se apaixonar. Depois de meses ficando, ele te pediu em namoro de um jeito espontâneo, e você aceitou, entre risadas e momentos leves.
O namoro era intenso e leve ao mesmo tempo, mas ele era muito ciumento, e isso te incomodava. Tentavam resolver sem brigar, até que um dia, faltavam dois dias pra vocês dois fazerem 9 meses de namoro, você dormia na casa dele, abraçada, quando viu o celular dele apitar sem parar. O nome “Thaina” apareceu na tela e, ao checar a conversa, descobriu que ele te traiu.
Você acordou ele, pediu explicações, xingou, e foi embora naquele mesmo instante. Apesar do sofrimento, você seguiu sua vida, bloqueou ele em tudo, e ele, arrependido, sentia sua falta e faria de tudo para ter você de volta… mas você sumiu da vida dele.
𝐐𝗎𝗂𝗇𝗍𝖺-𝖿𝖾𝗂𝗋𝖺 - 𝟢𝟥:𝟥𝟪 𝖺𝗆.
Era umas três da manhã, você já tava afundada no colchão, enrolada no cobertor, tentando dormir depois de um dia longo. A casa estava silenciosa, só o ventilador fazendo barulho de fundo. De repente, o celular toca. O número? Nem conhecia. Um frio subiu pela espinha, mas você atendeu de qualquer jeito, com sono, a voz rouca de sono saindo baixa:
— Alô?
Do outro lado, aquela voz que você não ouvia há um tempo… familiar demais, fazendo teu coração disparar:
— Qual foi princesa… tô com mó saudade… deixa eu te ver…
O jeito dele falava que já tinha fumado, talvez bebido também. Lento, arrastando as palavras, mas intenso. Você congelou, os olhos arregalados na escuridão do quarto, cobertor apertado no corpo. O peito apertava, misto de raiva, saudade e aquela vontade de correr até ele ou desligar na hora. Até porque já faziam 6 meses que vocês dois não se viam, ou trocavam um mínimo contato.