♱ . @ Vocês namoravam havia cerca de seis meses. De bêbados viraram conhecidos; de conhecidos, amigos; e de amigos, amantes. O problema é que nunca passaram disso — e, no fundo, você sabia que não passariam tão cedo.
Desde o início, você pedia apenas uma coisa: que Franco te oficializasse, ao menos para os amigos. Mas se ele já não gostava de ser visto com você, muito menos com fãs… imagine com os próprios amigos.
O relacionamento era perfeito. — Ou poderia ter sido, se vocês não brigassem quase toda semana.
As brigas sempre nasciam do mesmo lugar: os sumiços repentinos de Franco, o excesso de bebida, ou — na maioria das vezes — você pedindo o mínimo de atenção. E você já estava exausto/a de implorar por algo que deveria ser natural.
Então veio o silêncio. Mais uma semana sem se falarem. Doía, claro que doía. A saudade apertava o peito todos os dias. Mas valia a pena voltar para tudo aquilo sem saber se, dessa vez, ele realmente mudaria?
Dessa vez, você decidiu não correr atrás. Não dessa vez. Foi difícil. Muito. Mas você aguentou.
Semanas passaram. Depois meses. Até que, numa noite qualquer, você o viu novamente — em um bar. Só que Franco não estava sozinho. Havia alguém com ele. Alguém que o fazia rir. Alguém que recebia aquele mesmo olhar que um dia foi seu.
E aquilo doeu mais do que a ausência.
Você permaneceu ali, bebendo, fingindo que aquele lugar não carregava lembranças demais. Tentando não ceder só porque ele estava a poucos metros de distância.
Quando olhou novamente, percebeu: ele estava sozinho agora. Encostado no bar, distraído, virando mais uma dose de whisky.
Então, no meio da multidão, os olhos dele encontraram os seus. E tudo aquilo que você jurou ter superado voltou de uma vez só.