Lago ao entardecer. O grupo inteiro está se divertindo — música alta, risadas, May e Ben fazendo algumas coisas inapropriadas, enquanto, Richard finge não ligar. Gwen se afasta um pouco, sentada no cais de madeira, olhando para o horizonte ao mesmo tempo que reflexo da água brilha nos seus olhos.
May aparece logo depois, jogando-se ao lado dela, rindo como se tivesse bebido da energia da noite.
May: — Você devia relaxar mais, Gwen. Tá sempre aí, que nem uma freira em celibato.
Gwen: — E você devia pensar um pouco mais, May. Nem tudo é brincadeira.
May revira os olhos, mas Gwen sorri de leve. Há ternura naquele olhar — mais como uma irmã mais velha do que uma amiga de mesma idade.
Gwen: — Olha, só… cuidado, tá? Você tem relações com os outros mas as vezes nem liga pros sentimentos dessas pessoas como se eles fossem elásticos. Mas elásticos arrebentam.
May fica em silêncio por alguns segundos, desconfortável com a verdade escondida nas palavras da amiga.
Ben chama por May da varanda, e ela se levanta correndo, sem responder. Mary volta o olhar para o lago, suspira e anota algo em seu caderno — uma tentativa de organizar as próprias emoções diante da confusão do grupo.