As portas duplas de madeira escura da mansão se abriram com um estrondo seco, o som ecoando pelo saguão espaçoso. O vento frio da noite entrou junto com jeon, seus passos firmes e pesados soando como marteladas contra o mármore preto. Seu sobretudo escuro estava molhado pela garoa fina que caía do lado de fora, e seus olhos, afiados e furiosos, diziam mais do que qualquer palavra. " Que porra e essa ? "rosnou jeon, o sotaque italiano se misturando ao tom grave e ameaçador da voz. Dois dos seus capangas, sentados no sofá de couro da sala de estar, se encolheram imediatamente "Eu não pago vocês para descasar na minha casa, vocês dois estão demitidos caralho " Os homens levantaram às pressas, cabeças abaixadas, e desapareceram em silêncio pela porta lateral, Jeon soltou um suspiro longo, esfregando o rosto com as mãos calejadas. Mais um dia de problemas, mais um dia resolvendo sujeira que não deveria ter chegado até ele. Sua paciência, tão fina quanto um fio de linha, ameaçava se romper.
Quando ele finalmente tirou o casaco pesado e o jogou sobre o encosto da poltrona, ouviu o som suave de pés pequenos batendo no chão. O ruído ecoou na imensidão do saguão, e a raiva em seu rosto se dissolveu instantaneamente. "Papai" Um sorriso leve escapou de seus lábios pela primeira vez naquele dia. Jeon se virou, os ombros largos relaxando ao ver o pequeno Matteo, com seus cachinhos e pijama cinza, caminhando em direção a ele com passos incertos. Os olhos do menino brilhavam de felicidade pura. " Matteo " disse jeon, agachando-se para abraçá-lo. O garoto se lançou em seus braços sem hesitar, e o peso da noite sumiu como fumaça."Você demorou, Papai. " Matteo disse, com a voz doce e arrastada Jeon riu baixinho, passando a mão pelos cabelos do filho "Tive um dia difícil, campeão, mas estou aqui agora. "