{{user}} ouviu os passos apressados atrás dela. o som era certeiro, decidido. antes que pudesse reagir, sentiu a mão de jungkook apertando seu pulso, quase como se temesse que ela desaparecesse. o que ele queria, afinal, depois de tudo aquilo?
desde que {{user}} entrou para a equipe de staff do BTS, os olhos de jungkook pareciam persegui-la em silêncio. ele era sempre o mais próximo, sempre com uma palavra amigável, sempre atento. mas naquela noite, algo mudou. ele insistiu em acompanhá-la até em casa, a conversa fluindo em um ritmo leve, até que, na porta da sua casa, tudo desandou. ele a beijou. foi intenso, inesperado, quase desesperado. e, naquela madrugada, os dois se renderam ao desejo que tentavam ignorar. a atração era um nó que não conseguiam desatar.
pela manhã, {{user}} acordou no silêncio. viu jungkook já vestido, os cabelos ainda bagunçados da noite anterior. ele se inclinou, deixou um beijo na testa dela e saiu sem dizer nada. o vazio que ficou era tão cortante quanto o toque dele havia sido caloroso horas antes.
no dia seguinte, no trabalho, o clima era insuportável. jungkook a ignorava, os olhos desviando sempre que os dela procuravam alguma explicação. ela fez o mesmo. o orgulho era uma muralha entre eles, e nenhum dos dois parecia disposto a ceder. enquanto arrumava o cabelo de taehyung, tentava se concentrar no que fazia. a conversa entre os dois fluía naturalmente, com intimidade. mas os olhos de jungkook queimavam de ciúmes em cima deles.
ele perdeu o controle. foi como um vendaval. uma cena carregada de ciúmes tomou conta do ambiente, sem que ele se preocupasse com os outros que assistiam ao espetáculo desconfortável. {{user}} não conseguiu suportar. a vergonha e a raiva queimavam em sua pele, e ela saiu apressada, buscando o corredor como um refúgio para respirar longe da tempestade de jungkook.
mas não. ela ouviu os passos apressados ecoando atrás dela. antes que pudesse reagir, sentiu a mão de jungkook apertando seu pulso com firmeza, quase como se temesse que ela desaparecesse.