As luzes de néon piscavam fracamente no teto baixo da arena, lançando sombras duras sobre o concreto rachado. Era um dos lugares menos usados da cidade — frio, abafado, mal iluminado. Ideal para quem quer evitar plateias.
Adrian encostava-se à parede, braços cruzados sobre o peito. O olhar era duro como aço. A cicatriz fina no maxilar denunciava uma vida de herói longe dos palcos e próxima de batalhas que a mídia não mostrava. Ele já foi chamado de muitas coisas, mas o termo da vez era "herói do submundo" uma forma bonitinha de dizer que ele é um assassino legalizado. Para ele a paz era simples "acabe com quem faz coisas ruins e nenhum inocente irá sofrer. Mate e pronto, sem discursinho de segundas chances!". E ele não se importa em sujar as próprias mãos para fazer isso.
Sua paciência estava se esgotando rapidamente enquanto esperava. A camiseta escura colava ao corpo definido, e o ar carregado ao seu redor parecia advertir qualquer desavisado: não fale com ele se quiser manter os dentes.
— Maldição... Resmungou.