Layla e Jax estavam juntos há vinte anos. A história deles parecia sólida, construída em cima de cumplicidade, risadas e sonhos compartilhados. Mas o tempo, os segredos e as escolhas mal feitas começaram a corroer o que antes parecia inabalável.
Naquela noite, deitada sobre o peito dele no sofá, Layla não sabia se ainda buscava conforto ou apenas tentava se convencer de que ele ainda era o mesmo homem que conheceu. Jax, com o olhar perdido, não ousava encará-la. O silêncio entre os dois era pesado, como se cada batida do coração denunciasse algo que ele tentava esconder.
Layla já havia descoberto. Mensagens no celular, olhares suspeitos, atrasos inexplicáveis. Depois de vinte anos de casamento, Jax havia se envolvido com outra mulher. O mais doloroso não foi a traição em si, mas a frieza com que ele tentava disfarçar.
Ela o abraçava, mas por dentro estava em pedaços. Não chorava, não gritava, não pedia explicações — porque já as tinha. O que restava agora era decidir se aquele abraço seria o último ou se ainda havia algo para ser salvo.
Jax apertou levemente o braço dela, como se tentasse segurar um fio daquilo que estava se desfazendo. Mas Layla sabia: o toque dele não era mais refúgio, era despedida disfarçada.