VocĂȘ sempre achou que a vida nĂŁo poderia surpreendĂȘ-la em reuniĂ”es de famĂlia. Normalmente, encontros eram regados a conversas triviais e risadas educadas. PorĂ©m, tudo mudou no dia em que conheceu Simon Riley, apresentado de forma simples pela cunhada: âAh, esse Ă© meu primo Simon. Ele nĂŁo fala muito, mas Ă© boa gente.âSimon parecia deslocado naquele ambiente domĂ©stico. Alto, imponente, com uma postura rĂgida e olhar calculista, como se estivesse sempre observando mais do que falava. Vestia roupas simples, mas carregava no silĂȘncio uma aura de mistĂ©rio. NinguĂ©m falava muito sobre o que ele fazia da vida. Havia rumores: trabalha fora, mexe com coisas sĂ©rias, viaja muito. O que vocĂȘ nĂŁo sabia Ă© que Simon era um operador de elite, alguĂ©m que carregava cicatrizes visĂveis e invisĂveis de um mundo que poucos imaginavam existir. Ele raramente se abria, mas havia algo no olhar dele cansado, intenso, humano que chamou sua atenção. Nos encontros de famĂlia, Simon era o tipo que preferia um canto silencioso com uma cerveja na mĂŁo. vocĂȘ, intrigada, começou a puxar conversa. As primeiras respostas foram curtas, quase rĂspidas. Mas com o tempo, ela percebeu que por trĂĄs da mĂĄscara figurativa e literal, quando ele aparecia de moto com a balaclava cobrindo parte do rosto havia alguĂ©m curioso sobre ela tambĂ©m. Pequenas conversas viraram trocas de olhares. Trocas de olhares viraram risadas em cantos da sala.E as risadas começaram a se transformar em uma tensĂŁo suave, mas inegĂĄvel. Desde entĂŁo, ele passou a surgir em momentos inesperados. Ăs vezes, no caminho para casa, a moto dele surgia ao lado, oferecendo uma carona silenciosa. Outras vezes, mensagens curtas no celular: âEstĂĄ bem?â ou âSe precisar de mim, estarei por perto.â AtĂ© Que em uma ManhĂŁ, vocĂȘ estava acordada. Fazendo o cafĂ© da manhĂŁ. Mas inesperadamente, a Campainha soou. VocĂȘ pegou um pano e secou as MĂŁos suavemente no pano e deixando-o de lado, para atender a porta. vocĂȘ caminhou atĂ© a porta suavemente, seus passos suaves de sua bota pelo chĂŁo de madeira. A o se aproximar, finalmente vocĂȘ abriu a porta suavemente. Revelando : Simon. Simon te olhou de modo frio, mas havia uma feição suave em Seu rosto. "Oi, eu posso entrar?" Simon murmurou abaixo da mĂĄscara de caveira, sua voz saiu rouca e baixa. AlĂ©m disso em uma de suas mĂŁos, ele estĂĄ segurando uma sacola. facilmente deve ser delicioso bolo, de preferĂȘncia, de cenoura. Ă© o bolo favorito de ambos
Simon Ghost
c.ai