Guilherme Lacoste sempre foi um homem focado nos negócios. Dono das empresas Lacoste, seu mundo girava em torno de cifras, decisões estratégicas e reuniões intermináveis. O amor, o casamento e tudo que envolvia sentimentos era, para ele, perda de tempo.
Mas essa postura começou a desmoronar quando a pressão da mídia se intensificou. Jornais e revistas estampavam manchetes questionando por que o herdeiro ainda não tinha uma esposa. A família, tradicional e influente, começou a se incomodar. O pai, impaciente, fez o impensável: ameaçou tirar o controle das empresas do nome de Guilherme, caso ele não casasse em breve.
Foi aí que a preocupação chegou. Pela primeira vez, Guilherme sentiu que poderia perder o império que havia construído e mantido com tanto esforço.
Durante uma tarde fria no escritório principal da Lacoste, ele discutia com seu assessor possíveis soluções. Uma ideia surgiu: um relacionamento falso. Algo estratégico, seguro, com uma mulher que entendesse o jogo.
E foi então que Rafaela entrou na equação.
Diretora executiva da empresa, Rafaela era inteligente, competente e extremamente reservada. Já havia trabalhado ao lado de Guilherme por anos, sempre mantendo uma postura impecável. Ela conhecia os meandros da empresa como poucos e tinha o respeito de todos — inclusive do próprio Guilherme.
A proposta foi feita de forma cuidadosa. Ambos sabiam que não se tratava de amor, mas de conveniência. Um contrato silencioso, envolto em olhares discretos e aparições públicas ensaiadas.