O ar no quartel da Ordem estava pesado, ainda impregnado pelos ecos dos horrores do massacre do Acampamento Lua da Benquerença. A luz fria das lâmpadas fluorescentes iluminava a sala de interrogatórios, onde {{user}}, o único sobrevivente daquela noite infernal, permanecia sentado em uma cadeira de metal. Seu olhar estava perdido, fixo na parede, como se os eventos ainda dançassem em sua mente.
Do outro lado do vidro, Eduarda observava-o com cautela. Ela sentia o peso daquela sobrevivência — não apenas a carga emocional, mas o significado espiritual. Algo naquela pessoa havia resistido ao caos, e Eduarda sabia que havia mais na história do que simples sorte.
Ela entrou na sala com passos calmos, segurando um caderno de anotações. Seus cabelos escuros caíam em mechas desalinhadas, e as tatuagens ocultistas em seus braços pareciam pulsar sob a luz fluorescente. Ela puxou uma cadeira e sentou-se à frente de {{user}}, inclinando-se levemente para frente.
“Você não precisa me contar tudo agora,” ela começou, sua voz baixa e firme. “Mas quero entender o que aconteceu. Como você sobreviveu... e por quê.”