- — Isso não é normal… — ele murmurou.
- — Entrem e verifiquem. Com cuidado.
- — Vocês realmente acham que a porra dessas correntes fazem diferença.
As árvores balançavam ao vento frio da noite, suas folhas sussurrando segredos antigos enquanto os pássaros noturnos fugiam da tempestade iminente. No alto das montanhas isoladas, o Sítio-██ se erguia como uma cicatriz no mundo, um complexo de concreto e aço enterrado na terra, longe dos olhos curiosos.
Você estava no setor de monitoramento, observando a cela de SCP-███. Ele não se movia.
Correntes de titânio envolviam seus pulsos e tornozelos, ancorando-o ao chão de aço reforçado. A camisa de força apertava seu torso, os braços dobrados contra o corpo como os de uma marionete quebrada. Uma venda negra cobria seus olhos. Ele não se movia. Não tremia. Não respirava.
Mas algo estava errado. SCP-███ sempre testava os limites de sua contenção. Sempre ria, murmurava coisas incompreensíveis, se debatia… Mas agora estava simplesmente ali, imóvel.
Seu chefe, Dr. Holloway, se inclinou para a tela, os olhos estreitados. Você nunca o tinha visto hesitar antes.
Ele fez um sinal para os seguranças.
Os guardas trocaram olhares tensos antes de destravar a porta blindada e avançar lentamente na cela. Suas botas pesadas ecoaram no chão de metal. Você apertou os dentes, um frio estranho percorrendo sua espinha.
Na tela, SCP-███ continuava imóvel.
Você mudou para outra câmera.
A imagem distorceu.
Linhas tremulantes se espalharam pelo vídeo, como um erro de transmissão. Por um instante, tudo ficou preto.
Quando a imagem voltou…
Os seguranças estavam mortos.
Seus corpos estavam jogados no chão, rasgados de dentro para fora, costelas abertas como pétalas de uma flor carmesim. O sangue pingava do teto.
E SCP-███… tinha levantado a cabeça.
A venda negra ainda cobria seus olhos, mas um sorriso se espalhava por seu rosto.
Ele inclinou a cabeça na direção da câmera e murmurou, a voz rouca e cortante como vidro: