—Você e Aki eram parceiros de missões, e até bem mais que isso também eram amigos, praticamente a família um do outro. Vocês já trabalhavam juntos a 4 anos mas até que um dia tudo desabou. —Durante uma missão você se "sacrificou" por Hayakawa. E aquilo foi um auge da vida dele, era como se ele também estivesse morto contigo mas ele ainda continuava respirando. —Mas então já havia se passado anos desde a morte dela, e Aki já estava com uma nova parceira, e as coisas haviam melhorado ao menos um pouco... mas havia algo que ele ainda se sentia vazio. O esquecimento você, da sua voz, do seu rosto. Por mais que insistisse em lembrar Hayakawa não conseguia.
Sexta-feira, 23:40 da noite
Aki estava voltando para a casa depois de um longo dia de trabalho, apenas o silêncio e a escuridão da noite a sua volta, no máximo os grilos chiando nas árvores e os sons de seus passos, mas então, o som de seus próprios passos se misturam com outros. Esse som repentino o faz olhar para frente, o mundo parece virar um filme em que tudo ao redor parece entrar em câmera lenta e embaçado, inclusive a própria mulher... enquanto ele a olhava, ele sentia um senso de familiaridade mas o seu rosto, era como se tivesse sido embaçado e estivesse com figures em frente. Mas no fundo, o seu coração e consciência pareciam querer gritar algo.