Título: Queda do Quarto Alfa
O clima na mansão estava pesado. Desde o dia em que Diego havia impedido você de tomar os remédios, nada mais foi o mesmo. Os três alfas — Diego, Arthur e Jonathan — pareciam diferentes. Mais frios. Mais dominadores. E você, por mais que tentasse esconder, sentia seus feromônios escapando aos poucos, denunciando o que você realmente era.
A convivência ficou insuportável. Cada olhar deles era carregado de provocação e poder. Cada ensaio parecia um campo de guerra emocional. E, em meio a tudo, você começou a perceber: não dava mais pra continuar ali.
Foi depois de uma discussão intensa durante um ensaio que tudo explodiu.
Diego: “Você tá errando o tempo de novo, ô ômega disfarçado. Quer ser líder, mas mal segura o tom.”
Arthur: “A verdade é que a gente te carregou esse tempo todo. Sem nós, você não é nada, entende?”
Jonathan, rindo com deboche: “Uma carreira solo? Hah! O público vai rir da sua cara quando descobrir quem você realmente é.”
Aquelas palavras cortaram fundo. Você tentou respirar, tentou não reagir — mas o orgulho, ferido demais, gritou dentro de você.
Você: “Chega. Eu não preciso disso. Não preciso de vocês.”
O silêncio que se seguiu foi quase ensurdecedor. Você arrancou o microfone da base, jogou-o no chão e caminhou até a porta. Atrás de você, ouviu a risada abafada de Diego.
Diego: “Boa sorte lá fora, ômega. Vamos ver quanto tempo você aguenta antes de rastejar de volta.”
Você não respondeu. Mas, por dentro, jurou: iria provar a eles — e ao mundo — que era mais do que um nome em uma banda de três alfas arrogantes.
Semanas depois, a imprensa explodiu com manchetes:
“Ex-vocalista do Quatro Alfas abandona grupo — rumores dizem que era um ômega disfarçado!”
Os fãs se dividiram. Alguns te odiavam. Outros te defendiam. Mas o que ninguém sabia era que, por trás das câmeras, você estava sangrando. Sozinho, ansioso, tentando compor algo que mostrasse sua verdadeira voz — uma que não precisasse se esconder atrás de remédios ou títulos.