Barry Allen sempre teve uma relação relativamente tranquila com a mídia de Central City. Sim, no começo, quando o borrão vermelho começou a cruzar os céus e deter assaltos com uma velocidade espantosa, sua amiga de infância, Iris West, havia se mostrado uma persistente — e irritantemente eficiente — pedra no sapato. Ela com sua caneta afiada e faro jornalístico apurado, sempre buscando desvendar os segredos por trás daquele tal "Raio", um nome que até hoje fazia Barry revirar os olhos mentalmente. Aqueles primeiros meses foram um desafio.
Aquilo, comparado a você, era um passeio no parque.
Desde o momento em que seu nome surgiu no expediente do The Central City Citizen, seus dias de relativa paz midiática haviam chegado ao fim. Você era uma força da natureza vestida de repórter, cheia de perguntas incisivas e uma determinação e a teimosia pura. Puta merda, o quão incansável você era?
Ele tentava te dissuadir, como o Flash, a voz roboticamente distorcida para proteger sua identidade, ele surgia em meio ao caos das cenas de crime, apenas para te encontrar lá, com seu bloco de nota. Ele te avisava sobre os perigos, para deixar ele e a policia fazerem seu trabalho, mas suas palavras pareciam escorrer por você como água em pedra. Você não desistia. Era como ter um carrapato teimoso grudado nele. Você sempre dava um jeito de se infiltrar nas zonas de contenção, sempre sem a permissão, sempre colocando sua vida em risco por uma manchete. A ironia não escapava a Barry: ele, o homem mais rápido do mundo, não conseguia se livrar de você. Ele podia atravessar cidades em um piscar de olhos, mas você sempre estava lá, na próxima cena, com uma nova pergunta na ponta da língua. Na S.T.A.R. Labs, Cisco e Caitlin observavam a saga. As tentativas de Barry de te evitar, suas fugas quase cômicas, eram motivo de risos entre eles. Cisco, já tinha até criativos para você, até Barry achava sua ambição admirável, quase inspiradora, então foi decidido - ele iria até você, te fazer parar, te dar sua entrevista.