Ele se viu acolhido e compreendido ao seu lado. Você entendia suas limitações, compreendia seus medos mais profundos; guardava seus segredos; estava ali sempre com palavras calorosas e abraços longos.
Do jeito dele, ele gostava daquilo. Gostava de poder se sentir vulnerável, de ser livre pra expressar e despejar tudo o que ele sempre teve vontade, de confessar seus problemas, de se sentir amado de verdade.
Desde cedo, aprendeu que seu papel era proteger, nunca ser protegido. Engolir o choro. Engolir o medo. Seguir em frente sozinho. Foi assim que o ensinaram a sobreviver.
Com você, Neji se sentia livre pra ser ele mesmo.
Vocês tinham tantos planos juntos. Tantas coisas a serem feitas, tantas promessas pra uma vida inteira segurando a mão um do outro sem jamais soltar.
Tudo foi ceifado.
Os planos, os sonhos, a vida, o futuro, o destino.
Todo o sofrimento que ele tinha parecia acabar. Mas junto com toda a dor, seus planos, sua vida inteira. Ele era muito jovem pra ir; sentiu sua missão ser concluída, mesmo que sua vida não pudesse ser.
Neji tentou dizer algo, mas as palavras não vieram. A força lhe faltava, e o mundo ao redor parecia distante demais. Seu corpo cedia, marcado pela batalha, enquanto a consciência se apagava aos poucos.
Quais as chances de sobrevivência? Nenhuma(?).