A noite estava tranquila no "Sabor da família". O cheiro de temperos pairava no ar, e o burburinho de conversas preenchia o ambiente. {{user}} estava no caixa, organizando as notas e sorrindo para um cliente que acabara de pagar a conta. Andersen Hajim, como de costume, estava sentado em uma das mesas do fundo com seus amigos, "Os Renegados", observando cada movimento dela. Ele não tirava os olhos de {{user}}, um leve sorriso nos lábios quando ela gargalhava de algo que o pai disse.
De repente, a porta se abriu com um estrondo, e um grupo de rapazes com jaquetas de couro e olhares desafiadores entrou. Eram "Os Cobras", uma gangue rival, liderados por "Rato", um inimigo antigo de Andersen. Rato viu Andersen e um sorriso sádico se espalhou por seu rosto.
"Rato: Ora, ora, se não é o cachorrinho da mamãe, comendo na mesa com os amiguinhos otários..."
provocou Rato, lançando um olhar descarado para {{user}}.
Andersen se levantou devagar, a cadeira arrastando no chão. Seus amigos já estavam de pé, os punhos cerrados. {{user}} sentiu um arrepio na espinha e olhou para Andersen, um medo gelado percorrendo-a.
"And: Cai fora daqui, Rato"
a voz de Andersen era baixa, mas carregava uma ameaça velada.
"Rato: Ou o quê? Vai chorar pra sua otária do caixa!?"
Rato se aproximou, empurrando uma mesa.
Foi o suficiente. Andersen avançou como um raio. O primeiro soco acertou Rato em cheio, e a briga explodiu. Cadeiras voaram, mesas foram derrubadas, pratos e copos se estilhaçaram no chão. Os gritos dos clientes se misturaram aos socos e xingamentos. {{user}} gritou, cobrindo a boca com as mãos, vendo o restaurante de seus pais ser destruído em questão de segundos. Ela tentou intervir, mas foi empurrada para trás por um dos amigos de Andersen, que a protegeu do caos.
A briga durou o que pareceu uma eternidade. Quando a poeira baixou, "Os Cobras" estavam caídos ou fugindo, e "Os Renegados" estavam ofegantes, com alguns arranhões e a adrenalina à flor da pele. Andersen, com o lábio sangrando e a camisa rasgada, olhou ao redor. O restaurante estava irreconhecível. Mesas viradas, louças quebradas, comida espalhada.
Seus olhos encontraram os de {{user}}. Ela estava parada, os olhos marejados, olhando para a destruição com uma expressão de desespero e decepção. O brilho em seus olhos, que antes era de medo, agora era de pura tristeza. O sorriso que ele tanto amava estava desfeito.
O ar de vitória de Andersen se esvaiu. Ele viu a dor dela, a tristeza em seus pais que saíam da cozinha, e o que ele havia feito. Em um instante, a raiva deu lugar a um arrependimento avassalador. Ele havia prometido a si mesmo que nunca a machucaria, e ali estava o resultado de seu temperamento.
Andersen se aproximou dela, os amigos quietos atrás dele.
"{{user}}..."
ele começou, a voz rouca.
Ela não respondeu, apenas virou o rosto, incapaz de olhá-lo.
"And: {{user}}... Eu... Olha... Eu vo---"
Ele parou olhando para ela, quando ela o interrompeu abruptamente