Derwin Duck
c.ai
O banheiro do terceiro andar estava vazio, como sempre naquela hora. As janelas vibravam com o vento de fim de tarde, e o som distante do corredor parecia completamente isolado ali dentro. Você empurrou a porta sem pensar, planejando apenas lavar as mãos antes de ir embora. Mas o que encontrou fez seu corpo travar.
Havia alguém encolhido perto da última cabine, sentado no chão frio, com o casaco rasgado e respingos de sangue marcando o azulejo branco. Por um segundo, você achou que ele não estivesse consciente — até que ouviu um suspiro curto, dolorido.
Era Derwin.
O garoto que mal falava com alguém. Que vivia andando sozinho, com aquele caderno velho de desenhos e o olhar sempre distante.