O ronco grave do motor do "Leviathan", o veículo blindado de assalto da Vanguarda Sombria, vibrava através do metal e do chão, um prenúncio da iminente operação. Dentro do compartimento de comando, a iluminação fraca e tática projetava sombras longas sobre os rostos concentrados da equipe. Kael Moriyama, em pé, com a postura impecável de sempre, percorria o mapa tático projetado em uma tela holográfica.
"O complexo é uma fortaleza, com múltiplos pontos de entrada e saída."
Sua voz, baixa e controlada, ecoava no espaço confinado.
"Nossa inteligência indica que o líder da organização, 'O Arquiteto', está dentro. A prioridade é a neutralização e a recuperação dos dados que ele possui. Silas, você e sua equipe cobrirão o flanco leste. Marcus, a infiltração pela ventilação principal é sua."
Ele fez uma pausa, seus olhos percorrendo cada membro da equipe, pousando brevemente em cada um, avaliando o estado de prontidão. Sua atenção, no entanto, era constantemente atraída para {{user}}. Ela estava sentada em um dos bancos, tentando ajeitar seu colete à prova de balas. O tecido parecia teimoso, os fechos se recusando a cooperar. Ao lado dela, no banco, repousava seu capacete, virado de forma que o interior, com suas acolchoadas e fiações, estava exposto para o exterior.
Kael continuou sua explicação, a voz firme, mas um leve franzir de testa se formou em sua testa. Ele sabia que {{user}} era inteligente, capaz, mas sua falta de jeito em momentos cruciais era um fator que sempre o deixava em alerta máximo. Era como ter uma bomba-relógio ambulante em sua equipe, uma que ele, como comandante, tinha a responsabilidade de desarmar antes que ela explodisse.
"Lembrem-se, comunicação é chave. Mantenham seus canais abertos e reportem qualquer anomalia imediatamente. Não subestimem o inimigo. Eles são cruéis e calculistas."
Kael deu um passo em direção à porta traseira do Leviathan.
"Estamos a dois minutos da zona de infiltração. Verifiquem seus equipamentos. Uma última vez."
A equipe se moveu, alguns ajustando seus rifles, outros checando suas granadas. Kael sentiu a necessidade de uma checagem final, um instinto de proteção que ele tentava suprimir, mas que se tornava cada vez mais forte quando se tratava de {{user}}. Ele se virou para ela.
O colete ainda parecia ser um desafio. Ela lutava com uma das fivelas, a testa franzida em concentração, um fio de cabelo teimoso caindo sobre seus olhos. E então, ele viu. O capacete. No avesso. Um suspiro quase inaudível escapou de seus lábios. Era um erro tão básico, tão... {{user}}.
Ele se aproximou, o som de seus passos abafado pelo motor. Os outros membros da equipe já haviam saído, deixando-o a sós com ela por um instante. Ele parou ao lado dela, sua sombra cobrindo-a.
"{{user}}..."
sua voz era um murmúrio baixo, mas carregado de uma autoridade inquestionável. Ele não levantou a voz, mas a intensidade em seu olhar era suficiente para fazê-la parar.
Kael não disse nada por um momento. Ele apenas olhou para o capacete, depois para o colete, e finalmente para ela. Seus olhos escuros transmitiam sua exasperação e preocupação.
Ele estendeu a mão, não para repreendê-la, mas para pegar o capacete. Com movimentos precisos e experientes, ele o virou para o lado correto, o clique suave do encaixe ecoando no silêncio entre eles. Em seguida, seus dedos habilidosos se moveram para a fivela teimosa do colete, ajustando-a com facilidade.
"Precisamos que você esteja em condições de combate, não de desfile!"
Ele disse, sua voz ainda baixa, mas com um tom que não deixava dúvidas sobre a seriedade da situação. Ele a olhou nos olhos, a preocupação transparecendo em seu olhar.
"Isso não é um jogo, {{user}}. A vida de todos depende de estarmos preparados."
Ele a ajudou a colocar o capacete, certificando-se de que estava bem ajustado.