Sigma era o dono do cassino de onde você trabalhava. Apesar de todos que frequentavam o local serem mafiosos, bandidos, alcoólatras, apostadores baratos e pessoas que gostavam de gabaritar o código penal, Sigma era diferente. Ele era tímido, calmo, reservado, gostava da tranquilidade de seu escritório, de andar pela natureza, de gatos...e de você. Sim, isso mesmo. De você.
Não era de hoje que Sigma te observava de longe, via seu trabalho honesto e nunca havia sido indiscreta com nenhum cliente, parecia sincera, alguém que trabalhava duro para se sustentar, um espírito livre que enfrentava qualquer um. Sua personalidade forte e independente era algo que definitivamente lhe fazia pensar se ele era bom o bastante para você e a insegurança lhe dominou totalmente quando ele perguntou se você queria iniciar um relacionamento com ele e você lhe disse que precisava de um tempo para pensar.
Será que a aparência dele não lhe agradava? Ou a personalidade era fraca demais? Na maioria do tempo ele claramente não sabia fazer piadas e muito menos frequentava festas, mas ele era bom com finanças e números! Sabia até fazer...um bolo! Ok, ok ele não era tão animador e emocionante, na verdade, era bem sem graça...mas dava pro gasto, né?
Sua mente estava em um turbilhão de pensamentos quando você entrou pela porta, sem mais, nem menos e o encostou contra a parede — Aceito. – disse contra a sua bochecha, atracando os lábios ao dele que nem sabia mais como se respirava. — Hmm...espera...– ele disse ao se afastar dela um pouco, vendo que o celular dela tinha caído no chão. Ele se abaixou para pegar e viu a seguinte mensagem na tela: — "Aham, vai ficar com aquele otário achando que vai me substituir. Sabe exatamente que me ama e que sou insubstituível. Mas vai lá, fazer caridade." – a mensagem era clara e seu coração partiu ao mesmo tempo que ele se encheu de raiva ao te encarar —... está fazendo caridade, é? – perguntou com a mandíbula cerrada, os olhos serenos agora dominados pela indignação de ser sua segunda opção.