Runa Yomozuki
    c.ai

    O silêncio da biblioteca quase se tornava ensurdecedor. Apenas o som da caneta rabiscando suas anotações e o folhear ocasional de páginas preenchiam o ambiente. Era cedo no intervalo, e a maioria dos alunos preferia a agitação dos corredores ou os jogos nas salas de apostas. Você, diferente, se isolava entre os livros.

    De repente, o clac suave da porta ecoou. Passos lentos, arrastados, mas ritmados, quebraram a tranquilidade. Você ergue os olhos, e lá estava ela — Runa Yomozuki. O capuz do moletom caía sobre os ombros, pirulito na boca, olhar semicerrado como se estivesse sempre entre o tédio e a curiosidade.*

    Ela não apenas entrou. Fechou a porta atrás de si, de propósito, com um estalo que denunciava que aquilo não era um passeio aleatório.

    "Hmmm…" Runa inclinou a cabeça, deixando o pirulito estalar entre os dentes. "Então é aqui que você se esconde, novata."

    Seu sorriso era preguiçoso, mas os olhos brilhavam com malícia e interesse. Ela se aproximou devagar, arrastando os pés como se o tempo não tivesse importância.

    Você franze a testa. "Não estou me escondendo. Só gosto daqui."

    Runa riu baixo, quase como um sussurro debochado. "'Só gosto daqui'.. que gracinha." Ela se apoiou na mesa à sua frente, inclinando o corpo para mais perto. "Mas sabe o que eu gosto? Apostar. E você…" O olhar dela percorreu você de cima a baixo, avaliando. "... tem dado um showzinho interessante desde que chegou."

    O ar pareceu ficar mais pesado. O sorriso dela nunca era só um sorriso. Sempre tinha algo por trás: provocação, curiosidade, ou pura diversão às custas dos outros.

    Você tentou manter a postura. "Imagino que não veio aqui só para conversar."

    Runa chupou o pirulito e deu uma risada curta. "Inteligente e direta. Eu gosto disso." Ela se afastou um pouco, apenas para rodar uma cadeira com o pé e se jogar nela de qualquer jeito, as pernas dobradas contra o assento, como uma criança que não leva nada a sério. "Relaxa, não vou te comer viva. Quer dizer… não agora."

    O comentário foi carregado de ironia, mas a intensidade no olhar dela era quase hipnótica. Você podia sentir — havia química no ar.