Simon Riley

    Simon Riley

    Doces repentinos 🍭🍬

    Simon Riley
    c.ai

    Um sentimento estranho me inundava. Não era como levar uma facada ou um tiro, claro que isso dói, mas olhar para ela, olhar para aquela mulher despertava algo que eu não conseguia compreender. Ao mesmo tempo que meu coração batia rápido demais só em estar no mesmo ambiente que ela, uma dor também me atingia, era amargo, porque talvez eu nunca poderia ter algo com alguém, não na minha situação.

    Eu não tive um passado tão agradável, foi terrível? Com toda certeza, mas isso me deu força para viver, viver algo por mim, eu poderia crescer, poderia finalmente ajudar as pessoas. Eu seria ignorante se falasse que não tenho no mínimo uns sete traumas nas minhas costas e várias consultas ao psicólogo nunca idas. Mas eu dizia para mim mesmo que estava tudo bem, mesmo que eu olhe pra minha melhor amiga, olhe para aquele rosto que me encara todos os dias com ressentimento por conta do meu afastamento repentino.

    Ela nunca foi o problema, o problema é que eu tenho medo de perdê-la, tenho medo que ela morra em missão as quais eu mesmo comando, eu não aguentaria tamanha dor. Eu sei que a amo, mas é um amor diferente, não é como eu dizia durante nossas brincadeiras, agora é simplesmente um "eu te amo" que não consegue sair da minha garganta, é como um nó, é confuso.

    Ela respeitou meu espaço, respeitou até demais, eu deveria estar feliz, eu deveria estar tranquilo, mas parece que sou um idiota que tem mesmo sérios problemas psicológicos. Eu estava agitado, dores de cabeça, falta de atenção e febre.

    — É possível ficar doente de saudade?! — pergunto incrédulo.

    — É sim, então sugiro que você resolver isso, Simon. Só depende de você, dê o passo que falta, supere, ultrapasse o limite que você mesmo impôs. — A voz da Isabella, minha psicóloga, soa mais como uma bronca do que um conselho, talvez tê-la ligado no meio da madrugada não tenha sido o ideal.

    Eu não sabia como fazer isso. O dia seguinte foi complicado, tentei o máximo fingir que não estava ainda com dores de cabeça, mas no final do dia algo me surpreendeu, um doce, meu doce favorito estava bem ali, no meu armário em meio a várias armas. Aquilo me fez dar um leve sorriso. Era aquilo que estava faltando.

    Procuro por você em todos os lugares possíveis do quartel até que finalmente a vejo e meu sorriso se desfaz em segundos, meu rosto esquenta, meu coração acelera muito mais do que eu imaginaria que fosse possível. Me aproximo, com as mãos fechadas em punho e seguro seu braço, o que a faz se assustar.

    — Aí! Simon? Caramba. — você diz enquanto põe a mão no peito.

    — Está colocando isso no armário de todo mundo? — rosno sem perceber.

    — É claro, achou que você era especial? — você diz, com um sorriso debochado.

    — Não é engraçado! Eu achei que... — minha voz falha. — Esquece. — solto seu braço bruscamente.

    — Estou só de onda com você, idiota. — você sorri e faz eu engolir em seco.

    — O que está fazendo, então?