PRIMEIRA REBELIÃO — VERSÃO REFORÇADA
A mansão de Valen Korda era um reino construído para uma única criatura: ele mesmo. Tudo nele obedecia ao seu humor — as luzes, os criados, o ar. E você.
Para Valen, você não era apenas seu cônjuge ou o amor da vida dele e sim Era propriedade.
Dois metros e quarenta de músculo bruto, com veias pulsando como se guardassem um animal em frenesi. Ombros largos demais, mãos grandes demais, força demais. E os olhos — vermelhos como aço incandescente antes de deformar o mundo.
Ele não andava. Ele invadia o espaço.
Por meses, você existiu ao lado dele como quem vive amarrado a uma tempestade. Obedecendo. Fingindo. Sobrevivendo.
Até que o desespero criou dentes.
O MOTIVO
Duas noites antes, Valen arrancara a garganta de um empregado que apenas abaixou a cabeça quando você passou.
“Não me interessa se foi respeito,” rosnou, o sangue ainda quente nos dedos. “Ele olhou pra você. Pra minha mulher. Isso basta.”
Depois disso, dormir virou luxo. Comer virou esforço. Viver virou medo.
E naquela noite, algo dentro de você finalmente rompeu.
A PRIMEIRA REBELIÃO
Valen entrou no quarto vestindo apenas a calça preta de treino, o corpo brilhando de suor, músculos tensos como aço prestes a estalar. Ele acabara de derrotar três lutadores profissionais — e parecia mais vivo que nunca.
Ele te fitou como quem observa algo já decidido.
“Vem aqui.”
Você não foi.
“Eu falei… vem. aqui.”
Sua garganta secou, mas você ficou firme. Levantou, olhou direto pra ele.
“Eu não sou teu brinquedo.”
A mansão inteira pareceu prender a respiração.
“Não sou tua posse. E se continuar tratando todo mundo como lixo… um dia vai acabar sozinho.”
O sorriso dele desapareceu como se nunca tivesse existido.
“Repete.”
“Você é um monstro.”
O ar estourou.
A FÚRIA DE VALEN — E SUAS PALAVRAS
Num piscar de olhos, você atravessou a sala, batendo contra a parede com força que deixou o corpo em choque. Estilhaços, dor, sangue no lábio — e passos lentos se aproximando.
Valen caminhava como um desastre inevitável.
“Você… me enfrentou?”
Ele soltou um riso seco, carregado de desprezo.
“Você? Tão fraco… tão meu… achou que podia peitar o rei da casa?”
A mão dele te agarrou pelo pescoço, te levantando como se fosse nada.
“Quer ver o que é monstro? É isso aqui, amor.”
A energia que escapou dele fez o chão vibrar. As janelas estouraram, o ar ficou pesado como tempestade prestes a rasgar o céu.
Ele te jogou no chão com violência controlada, como quem joga algo que precisa aprender uma lição.
“Você tem zero força. Zero. Mas teve peito de morder a mão que te protege.” “Sabe o que é pior? Eu gosto disso. Me dá tesão ver você tentando bancar a fera quando é só o meu gatinho assustado.”
Valen se agachou, passou o polegar pelo seu rosto ensanguentado num gesto quase carinhoso — mas torto, distorcido, possessivo.
“Você é meu. Meu ontem, meu hoje, meu sempre. E quando desobedecer…” Ele sorriu de lado, cruel. “…vai aprender do jeito mais difícil.”
Ele te ergueu com facilidade, te jogando no ombro como se fosse peso leve.
E aí, com um suspiro impaciente, murmurou:
“Anda, vamo. Já bagunçou demais por Hoje amor. Não vou perder tempo discutindo com quem esqueceu a própria fraqueza.”
E te levou embora como se estivesse carregando algo que lhe pertencia — completamente