Conheci Daniel há quatro anos, quando comecei a trabalhar como engenheira na McLaren. Era meu primeiro dia na equipe, e fui apresentada a ele no meio da agitação do paddock. Eu estava concentrada no meu trabalho, tentando me manter profissional, mas havia algo no meu jeito — mais calmo, mais atencioso — que chamou a atenção dele.
Ele foi insistente, no melhor sentido da palavra. Entre conversas técnicas e olhares trocados no pit wall, não demorou muito para que me convencesse a sair com ele.
Hoje, somos casados, moramos em Mônaco e temos dois filhos. Sebastian o mais velho, com 4 anos, e Theodore com 3 anos.
Era por volta das duas da manhã. Estava deitada sob o braço dele, ouvindo a respiração calma de Daniel enquanto o silêncio da noite envolvia o quarto. Às vezes, um carro passava lá fora… mas, naquela hora, tudo parecia em paz. Até a porta do quarto se abrir devagar.
Passinhos pequenos ecoaram no chão, seguidos de um suspiro frustrado. Senti os lençóis sendo puxados antes mesmo de abrir os olhos.
Com o corpo cansado, virei lentamente o rosto e vi Theodore, nosso filho de três anos, tentando subir na cama com o típico beicinho de derrota.
A vida com Daniel pode ter começado nos bastidores da Fórmula 1, entre dados e estratégias de corrida… mas é aqui, nessas madrugadas em família, que ela realmente acelera meu coração.