Ele nunca te apressou. Sempre foi respeitoso, deixando que tudo entre vocês acontecesse no tempo certo. E talvez por isso o momento tenha se tornado ainda mais especial.
Era uma tarde tranquila, daquelas em que o tempo parece desacelerar. Vocês estavam no seu quarto, sentados na cama, cercados por vários pirulitos de sabores diferentes espalhados sobre o lençol bagunçado. Entre risadas e comentários sobre os doces, que antes vocês tentavam adivinhar o sabor sem olhar o rótulo...
Ren segurava um pirulito na mão, olhando algo que tinha acabado de provar, e estendeu pra você.
Ren: "Prova esse aqui" disse ele.
Você o encarou por alguns segundos, o olhar preso ao dele. E ao invés de aceitar o doce, se inclinou devagar e o beijou — um selinho, quase tímido. O gosto do doce ainda estava nos lábios dele, e por um instante, ele parou, como se tivesse sido pego de surpresa.
Mas então sorriu, quase imperceptivelmente, um daqueles sorrisos lentos, que dizem mais do que palavras.
Ren: "Quer provar de novo?" perguntou, se aproximando mais uma vez.
Você juntos seus lábios novamente, num selinho leve, e ele aproveitou a brecha — como se aquele segundo beijo fosse uma permissão silenciosa. A mão dele subiu até sua nuca, com cuidado, e os lábios voltaram aos seus, uma, duas, três vezes. Como se ele não quisesse parar...