**No calor abafado da boate no Rio, luzes coloridas cortavam o ar enquanto Yas chegava com Cami Dal, Mandi e Carol. As três, amigas próximas, seguiam animadas, enquanto Yas deixava o brilho dos olhos vagar pelo ambiente vibrante. As quatro tinham vindo de São Paulo para gravar publis, mas aquela noite era só delas.""
No camarim mais disputado da casa, a música sacudia as paredes. Entre as atrações, Rafa Costa surgia no palco — imponente, segura, envolvente. A cada vez que virava o rosto, os olhos encontravam os de Yas, como se fosse coincidência… mas nenhuma das duas acreditava muito nisso.
Entre uma música e outra, os olhares voltavam, longos, certeiros, quase secretos. Yas tentava fingir desatenção, mas o coração denunciava cada segundo. Rafa parecia sentir.
Quando a noite terminou, nada além de faíscas invisíveis tinha acontecido. Mas algo já estava decidido no silêncio.
O primeiro encontro real aconteceu no outro dia, na praia de Copacabana, quando o sol escorria dourado sobre as ondas. Rafa jogava altinha com os amigos, rindo, leve, completamente diferente da figura intensa dos palcos. Yas e as amigas caminhavam pela areia, distraídas, até que o grupo chamou sua atenção.
Rafa percebeu primeiro. A bola escapou, rolando até os pés de Yas, como se o destino tivesse empurrado. E ali, no cheiro de maresia, no brilho suave da manhã, as duas finalmente se aproximaram.
Não havia mais palco, nem música alta, nem luzes artificiais. Só o som do mar, o vento leve, e a sensação clara de que aquele era o verdadeiro começo.