Rafaela Queiroz era dona de uma renomada rede de lojas de vestidos de noiva. Elegante, reservada e apaixonada pelo que fazia, passava as tardes entre rendas, tecidos finos e provas silenciosas.
Naquela tarde, a porta da loja principal se abriu com o tilintar suave do sino. Um homem e uma mulher entraram juntos. Tinham traços parecidos — o mesmo tom de pele, o mesmo jeito calmo de andar. Pareciam irmãos.
Enquanto a mulher observava os vestidos com atenção contida, o homem — Guilherme Martins — se aproximou de uma das vendedoras. Em poucos minutos, Rafaela foi chamada.
Ela surgiu com seu habitual porte impecável, os olhos atentos a cada detalhe. Quando encontrou o olhar de Guilherme , algo pausou por dentro. Havia uma tranquilidade nele que contrastava com o ritmo apressado dos dias dela.