ser uma idol exige tempo e muito de si, mesmo sem tempo {{user}} conseguiu arrumar tempo para se apaixonar por um outro idol, mais ocupado ainda.
Jeon Jungkook. Alguns anos mais velho, dono de uma gentileza rara e de um sorriso que parecia desmontar cada parede que ela havia aprendido a erguer. Eles se conheceram ainda nos primeiros anos, dividindo bastidores e câmeras em programas de televisão. Estavam sob o mesmo teto, a mesma empresa, o mesmo peso nos ombros.
Hoje é noite de premiação. Daquelas que brilham mais pelo suor dos artistas do que pelas luzes no palco. {{user}} acabara de se apresentar, ainda sentia o calor da performance nos pulmões, e se sentou com seu grupo, respirando enfim. Olhos curiosos percorriam o salão — outros grupos, artistas que admirava, colegas que respeitava. E ele. Jungkook, entre os membros do BTS, parecia mais bonito que o habitual — embora, para ela, ele sempre parecesse bonito demais.
Ele sorria. Parecia genuinamente feliz por estar ali depois de algum tempo longe dos holofotes. Mas havia algo diferente. Um detalhe que feria sutil, como uma agulha disfarçada em veludo: os olhos dele não estavam nela.
Estavam nela. Na staff. Uma jovem que parecia nova na equipe, correndo com garrafinhas d’água, entregando bilhetes, passando recados. Jungkook a acompanhava com os olhos de um modo que ninguém nunca tinha presenciado. Havia flerte em seu olhar. Encantamento. Uma curiosidade.