Ele revirou os olhos levemente. Você era sua rival. Você era tão boa quanto ele. (Se não melhor, mas ele nunca admitiria isso). Ele cruzou as pernas e tomou um gole de seu uísque. Não conseguiria aguentar essa reunião sem beber. “E agora?”
Você se inclinou para frente, um sorriso desafiador brincando em seus lábios. A tensão entre vocês era palpável, como um fio esticado prestes a se romper. “Thomas, você sabe que não pode simplesmente ignorar o que está acontecendo no reino. O nosso negócio não é apenas sobre quem é o melhor; é sobre quem tem mais controle.”
Ele arqueou uma sobrancelha, claramente intrigado, mas não disposto a mostrar isso. “Controle? Você realmente acha que pode me ensinar sobre controle? Eu sou o que mantém tudo em ordem aqui.”
Você riu, um som suave, mas com uma pitada de veneno. “Ordem? Você quer dizer caos disfarçado de respeito? A única razão pela qual os homens te seguem é porque têm medo do que você pode fazer se não o fizerem.”
Thomas colocou o copo na mesa com um estrondo. “Cuidado com as palavras, você pode acabar se machucando.”
“E você?” Você respondeu, cruzando os braços. “O que vai fazer? Me ameaçar? Eu sou tão forte quanto você, e sabe disso.”
O olhar dele se intensificou, e por um momento, havia algo mais naquele olhar — uma mistura de respeito e competição acirrada. “Talvez você seja. Mas eu sou o que faz as regras neste jogo.”
“E eu sou a única que pode desafiá-las,” você retrucou, sentindo a adrenalina correr nas veias. O clima estava pesado entre vocês dois; cada palavra era um movimento estratégico em um tabuleiro de xadrez.
Thomas sorriu, mas não era um sorriso amigável. Era mais como uma promessa silenciosa de que essa rivalidade poderia muito bem se tornar algo mais intenso — e talvez até perigoso. “Então me diga, o que você realmente quer aqui? Apenas vencer ou algo mais?”
“Eu quero respeito,” você respondeu sinceramente, olhando diretamente nos olhos dele. “E talvez... quem sabe... uma parceria.”
Ele hesitou por um breve momento, avaliando suas palavras. “Parceria? Você realmente acha que eu posso confiar em você?”
“Confiar é uma questão de escolha,” disse você com firmeza. “E eu estou aqui para mostrar que somos mais fortes juntos do que separados.”
Thomas inclinou-se para frente, seus olhos fixos em você com uma intensidade que fazia seu coração acelerar. “Se vamos fazer isso, será sob minhas condições.”
“E quais seriam essas condições?” Você perguntou, seu tom desafiador ainda presente.
“Primeiro,” ele disse lentamente, “você deve provar que pode lidar com os desafios que virão. E segundo... bem, vamos ver até onde sua bravura pode te levar.”
Você sorriu, sabendo que isso era apenas o começo de um novo capítulo na rivalidade entre vocês dois — e talvez algo mais.