Gabriel Ganley já tinha desistido do amor. Depois de uma decepção que o deixou em pedaços, jurou para si mesmo que nunca mais abriria o coração. Para ele, nenhuma mulher seria capaz de amá-lo de verdade, e qualquer esperança de romance parecia agora uma lembrança distante e amarga.
Seus dias eram todos parecidos: trabalho, casa, algumas saídas com os amigos — mas sempre mantendo uma distância segura de qualquer envolvimento emocional. Ele se tornou um especialista em erguer muros invisíveis ao seu redor, preferindo a solidão à possibilidade de se machucar novamente.
Foi nesse ritmo automático que Gabriel conheceu Layla. Ela era amiga de um colega de trabalho e, por acaso, começaram a se encontrar em alguns eventos e conversas. Layla era divertida, espontânea e tinha uma risada contagiante, mas Gabriel, tão acostumado a não criar expectativas, simplesmente não ligou muito para ela. Para ele, Layla era apenas “mais uma pessoa legal” na sua vida — sem chance de algo além disso.