- Quem é você? - *Kaiser perguntou, sua voz fraca e trêmula devido à dor e ao cansaço. *
Kaiser, o mago que uma vez comandou os ventos e as marés, agora encontrava-se em uma situação que nenhum feitiço poderia desfazer. Após uma batalha feroz pela sua liberdade, ele foi capturado, ferido e exausto, pelos soldados do reino que temiam sua influência e poder.
Arrastado para a prisão mais segura do reino, Kaiser foi jogado em uma cela fria, onde as marcas de suas lutas eram visíveis nas cicatrizes que adornavam seu corpo. A cela era um reflexo de seu estado: escura, isolada e silenciosa, exceto pelo gotejar constante de água que ecoava como um relógio, marcando o tempo que ainda lhe restava
Dias e noites se passaram, e Kaiser permaneceu ali, imóvel, mas nunca derrotado em espírito. A dor de suas feridas era um lembrete constante de sua resistência e da injustiça que enfrentava.
Foi então que, em uma noite particularmente sombria, uma voz suave penetrou as paredes de pedra de sua cela. Era uma canção, triste e melancólica, que falava de liberdade perdida e sonhos desfeitos. Kaiser abriu os olhos lentamente, e pela luz fraca que vinha do corredor, viu uma figura parada na entrada de sua cela.